2026-02-22

O convite

1 O Rei Júlio IV convidou Moema para conversar. 
No escritório foi direto:

2 — Estou com um problema e acho que você poderá me ajudar.

3 — Tenho que indicar um Copríncipe,
Bruno era minha opção, não só por ser meu filho, mas por ser um dos que concebeu esta proposta de reino tampão.
Exatamente por conhecer muito bem a proposta ele justificadamente abriu mão do cargo.

4 — Você, mesmo que aceitasse um título; você vai ser Esposa do Príncipe Herdeiro, futura Esposa do Rei e mãe dos príncipes. Goste você ou não suas obrigações serão com Fontoura.

5 Assim peço teu conselho: 
Quem você sugere para ser Copríncipe de Verdavojo?

6 Moema pensou por tempo razoável e respondeu:
— Professor Ludoviko.

7 — O professor de Esperanto?

— Diretor da Escola, construiu-a. Viveu anos nesta corte, agora está lá em Mandacaru que fará parte de Verdavojo e já entende muito da mentalidade deste povo.

8 — A escola não precisa dele?

— Precisa. Mas ele fez tão bom trabalho que outros darão continuidade. Além disto estará por perto.

9 O Rei ficou quieto por um momento.
— Ele aceitaria?

10 — Não sei.
— Fale com ele.
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11 Ludoviko estava entre corrigir exercícios e resolver atritos entre professores quando Moema chegou.

12 Quando ele deu uma parada, Moema perguntou:
— Se alguém lhe oferecesse ser Copríncipe de Verdavojo, ao lado de Njeri, o que responderia?

13 — Que sou professor.
— E eu era jardineira.
Ele ficou quieto.

14 — Nunca governei sequer uma vila.
De Educação eu entendo.

— O senhor administra uma das maiores escolas do continente.
E não estará sozinho: terá a Coprincesa.

— Você conhece a corte de Fontoura. Agora conhece o povo de Mandacaru. Sabe como a região pensa.
Não sei de ninguém mais preparado para construir algo no meio do caminho entre os dois reinos.

16 — Você pretende sugerir meu nome?

17 — Não, perguntaram minha opinião e sugeri você.
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18 Três dias depois o Professor Ludoviko foi convocado ao Palácio Real.

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